8 Pessoas Históricas Que Supostamente Venderam Sua Alma ao Diabo.

1. Niccolò Paganini

niccolo_paganini01_1

O compositor e violinista italiano Niccolò Paganini (Gênova, 1782-1840) foi considerado um verdadeira mestre na arte da música. Entretanto, sua maneira revolucionária de tocar violino e sua aparência cadavérica acabaram lhe rendendo a fama de ter feito um acordo demoníaco.

Nos concertos que fazia, o violinista corria, brincava e retorcia seu corpo e dedos de uma maneira totalmente chocante. Mesmo se o violino tivesse apenas uma corda, Niccolò era capaz de tirar dele um som maravilhoso. Seus dedos eram anormalmente finos e longos. Enquanto uns afirmavam veementemente que seu talento não era “natural” desse mundo, hoje acredita-se que o músico possuía uma doença chamada Síndrome de Marfan, que fazia que com que seus dedos fossem daquele jeito.

 

2. Charles Baudelaire

baudelaire

Um dos maiores ícones do simbolismo e do estilo moderno, o autor do livro mundialmente famoso ‘As Flores do Mal’ Charles Baudelaire (Paris 1821-1867) é até hoje relacionado com o satanismo, sendo acusado de vender sua alma ao Demônio na época em que viveu.

Essa fama surgiu a partir de declarações ateístas do poeta, e de alguns poemas de sua autoria que falam de Satã de uma forma bem…”amigável”. Veja abaixo um de seus poemas nada ‘convencionais’ para o Cristianismo.

“Ó tu, o Anjo mais belo e também o mais culto,
Deus que a sorte traiu e privou do seu culto,
Tem piedade, ó Satã, desta longa miséria!

Ó Príncipe do exílio a quem alguém fez mal,
E que, vencido, sempre te ergues mais brutal,

Tem piedade, ó Satã, desta longa miséria!”

3. Giuseppe Tartini

Giuseppe_Tartini2

Violinista, compositor e pedagogo, o italiano Giuseppe Tartini (Pirano, 1692-1770) é outra personalidade histórica que, segundo o que se contava na época, decidiu recorrer ao Demônio para conseguir seus talentos musicais.

Tartini afirmou certa vez, quando tinha a idade de 21 anos, que sonhou com o Diabo e que este pegava seu violino e tocava aquela que seria uma sonata de sua autoria, a Sonata do Diabo. Segundo o próprio músico, ele só reproduzia os acordes que o Diabo lhe ensinara em sonhos.

Sua obra mais conhecida é o “O trilo do Diabo”, publicada depois de sua morte.

4. Gilles de Rais

Gillesderais1835

Gilles de Rais (França, 1405-1440) foi um nobre e militar que lutou em várias batalhas ao lado da famosa Joana D’Arc (a mulher soldado condenada pela Inquisição).

O soldado era conhecido por seu sangue frio e maldade, e por ser um nobre detentor de muitas riquezas e propriedades, Gilles exercia uma enorme influência sendo que suas ordens jamais eram negadas. As principais delas era o sequestro de crianças e jovens, sobretudo meninos, os quais de Rais torturava, estuprava e matava.

Ele se cercava de bruxas e místicos e executava rituais de adoração a Satanás em quase todas as madrugadas, em plenos salões de seu castelo. Porém, no ano de 1440, Gilles foi denunciado por suas atrocidades e morto na fogueira.

5. Urbain Grandier

Urbain-Grandier

Urbain Grandier (Bourère, 1590-1634) foi um sacerdote francês católico que deu todos os motivos possíveis para ser queimado na fogueira pela Inquisição. O padre foi acusado e condenado pela Igreja pela prática de Bruxaria e promiscuidade e morto pela Santa Inquisição.

Grandier teria rompido seu celibato e tido relações sexuais com inúmeras mulheres, e a ‘prova definitiva’ de relações com seres demoníacos veio em documento que teria sido assinado por ele, Satã e vários outros demônios. No documento podia-se ler o seguinte: “Nós, Lúcifer, Satã, Belzebu, Leviatã, Elimi e Astaroth, aceitamos o acordo com Urbano Grandier, que é nosso. Em troca nós o prometemos o amor das mulheres, a flor das virgens, o respeito dos monarcas, além de toda honra e poder”. De se arrepiar, não?

6. Charles Manson

UNSPECIFIED - CIRCA 1970:  Photo of Charles Manson  Photo by Michael Ochs Archives/Getty Images

Charles Manson (Cincinnati, 1934) foi considerado pelas autoridades norte-americanas como “o homem mais maligno e satânico que já caminhou na face da Terra”. Bom, eles tinham fortes motivos para fazer tal afirmação.

Manson começou a apresentar problemas desde a adolescência, quando foi preso por vários delitos (como roubo, agressão e outros mais). Nos anos 1960, o homem criou uma fraternidade batizada de “Família Manson”, que planejou e executou inúmeros assassinatos. O mais famoso foi o da atriz e esposa do diretor de cinema Roman Polanski, Shaton Tate. Ela foi assassinada quando estava grávida de oito meses.

Influenciada por uma sociedade satânica chamada de “Ordem Circe do Cachorro Sanguinário”, Manson matava e escrevia mensagens de “revelações” nas paredes com o sangue de suas vítimas. Atualmente, Charles Manson cumpre prisão perpétua nos EUA.

7. Robert Johnson

robert-johnson-photo-2

A história do “pacto com o Diabo” por parte do músico Robert Johnson (Mississippi, 1911-1938) ficou tão conhecida que foi retratada até em um filme (E aí, meu irmão, Cadê você?).

Segundo o boato, Robert teria invocado o Demônio no cruzamento das estradas 61 e 49, no estado norte-americano do Mississippi e vendido sua alma a ele em troca de ser o “melhor artista de Blues de todos os tempos”.

Se ele realmente fez esse pacto demoníaco ou não, nunca se soube, mas uma coisa é certa: mesmo sem ter nenhum diferencial ou dom específico, as músicas de Robert Johnson arrebataram milhões de pessoas depois da realização do suposto acordo.

8. Cornelius Agrippa

Agrippa_von_Nettesheim

Heinrich Cornelius Agrippa Von Nettesheim, ou simplesmente Agrippa (Colônia 1486-1535) foi intelectual alemão e polêmico escritor que influenciou o esoterismo na Europa durante a Renascença.

Estudou Direito e Medicina, mas não chegou a se formar ou exercer essas profissões. Agrippa foi considerado o primeiro feminista da história, reputação originada de sua postura de defesa em relação às mulheres que eram acusadas de bruxaria pela Inquisição.

No ano de 1535, ele foi condenado pela Igreja como herege, sendo executado. Porém, uma histórica curiosa – narrada até pelo escritor Goethe – perdurou: dizem que ao morrer, Agrippa, que também estudara ocultismo, liberou um enorme cachorro negro, que aparecia em todas as ocasiões de tragédia que se sucederam no local de sua morte depois.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: